domingo, 3 de novembro de 2013

Posso ajudar?

  

Quantas vezes já escutamos que as pessoas não respeitam os caixas, lugares nos ônibus, enfim todos os serviços preferenciais? Ou que passam por situações em que poderiam ter ajudado alguém e não o faz? Muitas, não é?  Pois é, infelizmente essa prática é muito comum no nosso dia a dia. Devemos ter em mente que o respeitar, o ajudar é importante, que todos somos membros de uma mesma sociedade e que algumas pessoas precisam de tratamento diferenciado, nada mais justo, pois como disse Hanna Arendt, “os homens não nascem iguais, tornam-se iguais como membros de uma coletividade em virtude de uma decisão conjunta que garante a todos direitos iguais. A igualdade não é um dado, é um construído, elaborado convencionalmente pela ação dos homens, enquanto cidadãos, na comunidade política.” (Arendt, aput Lafer, 1991).
  Em vários estabelecimentos podemos observar avisos que idosos, grávidas, deficientes físicos e pessoas com criança de colo têm preferência, é um direito e deve ser respeitado! Tão simples assim? Não, não... Isso é simplesmente ignorado por muitos, o que é lamentável. Então, se nem com a presença de placas, respeitam, imagina quando não há essas preferências ali, marcadas, com letras grandes!


Pois bem, muitos acham que essas pessoas só têm preferência quando algo indica isso, mas não é bem assim. Eles têm preferência em qualquer lugar, estampado em alguma placa ou não. O que custa levantar do banco do ônibus, mesmo que não seja o reservado, para um idoso que não encontra lugar? Ou no mercado, deixar passar à sua frente uma mulher que sufocadamente segura um bebê e suas compras, mesmo que não tenha lá a placa dizendo que ela tem preferência? Não custa nada, você não ficará exausto por fazer uma viagem em pé no ônibus, nem perderá um significante tempo da sua vida ao deixar uma pessoa passar à sua frente na fila, tenho certeza.


Mas, vamos mais além, e quando não estamos nos estabelecimentos citados anteriormente? Ajudar um cadeirante a subir uma ladeira? Claro! Por que não ajudaria? Uma idosa com várias sacolas, você percebe que ela está com dificuldade em carregá-las, ajudo? Ajude! São pequenas coisas que fazem toda diferença e que devem ser ensinadas, passadas de um para o outro, assim que uma sociedade muda, através de ensinamentos, tudo pode ser aprendido, inclusive a ser gentil. Dê o exemplo, comece agora, seja gentil, receba sorrisos, receba um “obrigado”, quem não gosta disso? Mude, melhore, você, sua casa, a sociedade. Vamos? Se inspire...


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