domingo, 10 de novembro de 2013

Você acredita em cidadania sem gentileza?

Primeiramente, ser gentil não tem relação com ingenuidade ou fazer aquilo que todos querem que façamos. Ser gentil tem uma ligação direta com nosso íntimo, com nossa verdade e com nossa crença de que conhecemos nosso objetivo e temos a convicção de que, para as coisas fluírem com mais altivez, é preciso acreditar não só em nossa bondade, mas também na do próximo.
Muitas pessoas se deparam com a correria do dia-a-dia e acabam acomodando-se e se achando no direito de justificar a falta de sensibilidade com a falta de tempo, porém, às vezes o que nos falta é apenas um pouco mais de atenção. Ser gentil não exige tanto tempo assim, ser gentil é quase um estado de espírito. Um estado de concentração diária, que nos permite perceber o problema ou a dificuldade do outro que muitas vezes pode ser amenizada com o simples ato de desejar um bom dia ou emitir um sorriso. Ser gentil, em minha opinião, pode, inclusive, ser considerada uma base para a transformação de toda uma sociedade ou quem sabe de todo o mundo. As pessoas estão tão acostumadas com a frieza e a objetividade do fazer, que quando se deparam com uma gentileza quase se vêem diante de um “ato histórico”, como se ser gentil, nos dias de hoje, fosse algo inesperado.

Habitantes da Gentileza

Habitantes da gentileza como recitava o formidável Platão “A vida inteira precisamos de graça e gentileza”, porém, a maioria não pratica nenhum ato solidário ou gentil, portanto, a maioria não recebe; Reciprocidade negativa. A filantropia poderia ser exercida com mais intensidade no meio da sociedade do século XXI, mas o que vemos é somente o egoísmo por parte desta.
O sentimento da gentileza vem se perdendo em detrimento  do passar dos anos, possa ser por meio do sistema capitalista onde o “ ter é mais importante que o ser”.  Como os moradores de rua, que são invisíveis para o governo e apresentados como incômodos e objetos descartáveis  para maioria da sociedade. Mesmo sendo  princípios fundamentais  que estão  contidos  na Constituição Federal Brasileira, a cidadania e a dignidade da pessoa humana não é exercida pelo governo. Infelizmente, a isonomia não é exercida nesse país, muitos têm muito, muitos também têm pouco. Pessoas carentes e moradores de rua poderiam ter mais atenção do governo, para que fosse gerado mais políticas públicas e projetos que sejam profícuos à melhoria de vida, e desenvolvimento social para essa classe incógnita.

sábado, 9 de novembro de 2013

Gentileza pra nos inspirar.

                       Algumas imagens bonitas e reconfortantes, que passam uma sensação boa e quem sabe nos inspiram a distribuir gentileza pelo mundo.
     

Cristãos protegendo muçulmanos durante oração em meio às revoltas de 2011 no Cairo, Egito.
                            

A gentileza na TV.

Com a globalização, as mídias em geral ganharam seu espaço, sendo a televisão uma das que mais têm influência na sociedade. Tamanha é a interferência das propagandas na vida das pessoas, que foi preciso criar um código de ética para as campanhas publicitárias.
Assim, fazer uma propaganda hoje não é apenas vender um produto, mas muitas vezes, sensibilizar e mostrar-se preocupado com o cliente. E uma das técnicas mais utilizadas para garantir maior proximidade com o público alvo, tem sido a realização de campanhas com efeito moralizante, levantando causas em voga na sociedade.

Voluntariado é gentileza, sabia?


   Ser voluntário hoje é uma atividade importante para ajudar aqueles que necessitam. Há crianças abandonadas, idosos, deficientes, vítimas de violência, precisando de ajuda.A importância de doarmos um tempo para nos dedicar a trabalhos sociais está no intuito de fazer bem ao próximo, contribuindo para que eles também tenham a sensação e a certeza de que fazem parte da sociedade.Dedicar um tempo para o voluntariado é demonstrar um alto grau de altruísmo.
         Vivemos em uma época onde a inversão de valores está em voga, onde o dinheiro fala mais alto, o egoísmo impera e o “ter” é mais importante que o “ser”. Ao nos desvincularmos dessa realidade olhando o próximo com mais atenção, praticamos um dos maiores atos de gentileza social.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Gentileza no trânsito


     Estamos acostumados a conviver em uma época onde o uso de veículos é muito intenso, e onde o estresse causado pelos grandes congestionamentos é grande. Há quem pense duas vezes antes de sair de casa portando o seu carro. O fato é que, já não basta a grande quantidade de carros circulando pelas cidades e a falta de organização, ainda há a falta de gentileza e cordialidade no trânsito.
     Richard Morse pode ser citado neste tema pois defendia que praticas católicas favoreciam o sentimento de cidadania e espírito público naqueles que seguiam a religião. Este autor aproximava-se das questões cívicas, onde os direitos individuais chegam a ser negados, prevalecendo a busca pela combinação de direitos individuais e direitos público. Porém para que isso ocorresse seria necessário a presença de um elo, que consistiria justamente no sentimento de comunidade, de identidade coletiva.
   

Gentileza: os animais também merecem

Os relatos de maus tratos a animais vêm sendo noticiado e presenciado com uma maior frequência nos últimos anos. É difícil imaginar o que se passa na cabeça de alguém que sem nenhuma razão ou por motivo insignificante faça mal a seres tão indefesos. Quando devem proteger aqueles que vão lhes trazer amor incondicional. Independente de quem você seja e do que você tenha, sem pedir nada em troca.
Muitas ONGs, muitos pequenos grupos e muitas pessoas individualmente todos os dias, estão lutando em favor da defesa dos animais, - sejam eles silvestres, selvagens ou domésticos – buscando assim, garantir a proteção e bem estar destes. Mas é até irônico esperar que algumas pessoas tratem da igualdade dos animais, quando negam a própria igualdade a seus iguais. Ninguém tem nenhum tipo de obrigação com causas sociais, as pessoas devem lutar e apoiar aquilo que acreditam, porém não deve o ser humano, SER humano?

domingo, 3 de novembro de 2013

Posso ajudar?

  

Quantas vezes já escutamos que as pessoas não respeitam os caixas, lugares nos ônibus, enfim todos os serviços preferenciais? Ou que passam por situações em que poderiam ter ajudado alguém e não o faz? Muitas, não é?  Pois é, infelizmente essa prática é muito comum no nosso dia a dia. Devemos ter em mente que o respeitar, o ajudar é importante, que todos somos membros de uma mesma sociedade e que algumas pessoas precisam de tratamento diferenciado, nada mais justo, pois como disse Hanna Arendt, “os homens não nascem iguais, tornam-se iguais como membros de uma coletividade em virtude de uma decisão conjunta que garante a todos direitos iguais. A igualdade não é um dado, é um construído, elaborado convencionalmente pela ação dos homens, enquanto cidadãos, na comunidade política.” (Arendt, aput Lafer, 1991).
  Em vários estabelecimentos podemos observar avisos que idosos, grávidas, deficientes físicos e pessoas com criança de colo têm preferência, é um direito e deve ser respeitado! Tão simples assim? Não, não... Isso é simplesmente ignorado por muitos, o que é lamentável. Então, se nem com a presença de placas, respeitam, imagina quando não há essas preferências ali, marcadas, com letras grandes!

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Abuso de autoridade e censura? Não!!!

Em junho de 2013 os jovens brasileiros que até então demonstravam insatisfação pelo governo de forma pacata e quase sem voz decidiram que era a hora de acordar o “Gigante”, referindo-se ao Brasil, demonstrando nitidamente a insatisfação contra o serviço de transporte público e o seu aumento de tarifas. Com isso outras questões sociais foram abraçadas pelo movimento, como gastos de dinheiro público em grandes eventos esportivos nacionais, comparando a péssima qualidade dos serviços oferecidos à população e acima de tudo a indignação com a corrupção política, gerando uma comoção nacional e internacional.
                           

A partir de então, buscando uma forma de reprimir e cessar as manifestações, a polícia foi enviada de encontro às pessoas que se manifestavam de forma pacífica (jovens, adultos, idosos e crianças com seus pais). Foi quando de maneira violenta os homens da 'lei', iniciaram as agressões contra todos os presentes, revoltando e impulsionando ainda mais, o povo a ir às ruas. Por que a nossa segurança hoje é sinônimo de brutalidade? Quando a técnica de segurança foi substituída pela ideia de que violência cessa violência? Não eram marginais nas ruas ou pessoas que estavam perturbando a ordem pública, eram civis se manifestando de maneira pacífica. “Não se espera que a polícia joguem rosas no meio da multidão, mas o simples respeito e zelo demonstram a gentileza que se precisava nessa ocasião.”

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

A gentileza pede licença à ecologia.


A sustentabilidade têm sido uma das palavras de ordem quando o assunto é desenvolvimento. “Mas em que ponto a gentileza tange o pensar ecologicamente correto?” Você leitor deve se perguntar. Adianto que a relação dos dois é tão forte que é difícil encontrar um ponto só.  Os seus próprios conceitos se confundem, se o olhar do observador não se limitar às aparências. E isso ficará mais claro ao desenrolar desse texto.
Hoje, definimos sustentabilidade como o ato de agir pensando nas gerações futuras. Ou seja, preservar agora para garantir que não faltem recursos no futuro. Essa preocupação nada mais é do que a necessidade de garantir condições para a nossa espécie. Queremos que ela se perpetue da melhor maneira possível.

domingo, 20 de outubro de 2013

Proposta.

Você recebeu um “bom dia” hoje?! Um “muito obrigado”, ou até um “como vai”? A sensação que têm ficado para muitos de nós é que essas frases estão cada vez mais escassas... Afinal de contas, por que estamos sendo menos gentis uns com outros?
A tese que mais se defende é que o homem contemporâneo é egoísta e que tal comportamento é fruto do nosso sistema econômico. Mas se uma das bases de um bom atendimento e sucesso dentro das empresas (o que alimenta nosso sistema) é a cordialidade, será mesmo o Capitalismo a única fonte do problema?