Primeiramente, ser gentil não tem relação com ingenuidade ou fazer aquilo que todos querem que façamos. Ser gentil tem uma ligação direta com nosso íntimo, com nossa verdade e com nossa crença de que conhecemos nosso objetivo e temos a convicção de que, para as coisas fluírem com mais altivez, é preciso acreditar não só em nossa bondade, mas também na do próximo.
Muitas pessoas se deparam com a correria do dia-a-dia e acabam acomodando-se e se achando no direito de justificar a falta de sensibilidade com a falta de tempo, porém, às vezes o que nos falta é apenas um pouco mais de atenção. Ser gentil não exige tanto tempo assim, ser gentil é quase um estado de espírito. Um estado de concentração diária, que nos permite perceber o problema ou a dificuldade do outro que muitas vezes pode ser amenizada com o simples ato de desejar um bom dia ou emitir um sorriso. Ser gentil, em minha opinião, pode, inclusive, ser considerada uma base para a transformação de toda uma sociedade ou quem sabe de todo o mundo. As pessoas estão tão acostumadas com a frieza e a objetividade do fazer, que quando se deparam com uma gentileza quase se vêem diante de um “ato histórico”, como se ser gentil, nos dias de hoje, fosse algo inesperado.





